Reduzindo danos humanos e financeiros de desastres ambientais.
Em 2024, o Brasil registrou o impacto direto de eventos climáticos extremos em mais de onze milhões de pessoas e perdas materiais da ordem de R$ 11 bilhões. A intensidade e a frequência desses eventos tendem a crescer — mas o grau de preparo dos municípios ainda é amplamente desigual.
Quão preparados estão os municípios para enfrentar esses eventos? E quanto essa preparação realmente importa para os resultados? É o que o Projeto ICM se propõe a medir — com dados, para todos os 5.570 municípios brasileiros.
O índice que mede essa preparaçãoO Indicador de Capacidades Municipais foi lançado em 2024 pelo Ministério do Desenvolvimento Regional para medir, em todos os 5.570 municípios brasileiros, o grau de preparo institucional para enfrentar desastres. A nota vai de 0 a 20 pontos, distribuídos em três dimensões.
* estudo em processo de publicação e validação por pares.
Em cidades atingidas por grandes desastres, o efeito seria imediato e mensurável. Municípios com ICM próximo de zero têm potencial de redução de impacto superior a 80% em uma década de política consistente de fortalecimento de capacidades.
O Projeto ICM é um instrumento de gestão para a resiliência. No Piauí, cruzamos os registros de desastres com o ICM 2025 dos 224 municípios do estado — e o resultado aponta onde a exposição da população é maior e a capacidade de resposta é mais frágil.
Todos com ICM entre 1 e 3 (de 20) — a faixa mais baixa de capacidade institucional — e um número de pessoas afetadas nos últimos 5 anos que já supera 3 vezes a população do município. É nesses territórios que um plano de fortalecimento de capacidades (D1–D3) tende a produzir o maior retorno em vidas e recursos preservados.
Com o piloto avaliado e ajustado, tem-se um Programa de Desenvolvimento Institucional estável, com potencial de multiplicação junto a governos estaduais e com incidência nacional. Escopo e cronograma a definir com os parceiros.